
Gabriel García Márquez lapidou durante décadas os Contos Peregrinos (Record, trad. Eric Nepomuceno). Alguns surgiram nos anos 70 como crônicas, outros viraram roteiros para o cinema e a TV. São textos sempre realistas, muitos denotando seu ofício inicial – o jornalismo -, vários tintos com a aura fantasiosa do que se convencionou dizer realismo mágico.
Publicados em 1992, quando o autor tinha 64 anos e já havia alcançado a plena maturidade, são seus textos mais exatos – sem o excesso verborrágico e visual presente nas obras anteriores. são depurados, formalmente perfeitos, quase clássicos. Todos se passam em variadas cidades da Europa, e dizem respeito às incessantes viagens do colombiano. O que vamos ler, um conto de 1982, é a releitura de um tropo milenar – cujo tema retornará depois no romance Memórias de Minhas Putas Tristes, aliás inspirado no romance A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari Kawabata: “O avião da Bela Adormecida”.
PROPOSTA
Bem, é isso mesmo o que você vai fazer no seu texto: contar uma história com uma pessoa dormindo.
O narrador está ao lado do/a dorminhoco/a.
Mas quem dorme?
- namorada/o
- filha/o
- parente
- amigo/a
- colega de trabalho
- bicho
- desconhecido
Onde o sujeito dorme?
- em sua cama
- num bar
- numa escola
- numa festa
- num carro/trem/avião
- no trabalho
- na rua
Acontece alguma coisa durante o sono?
- uma briga
- um assalto
- uma relação sexual
- um parto
- uma orgia
- uma função qualquer
- nada
Como é o sono do dorminhoco?
- dos anjos
- agitado
- intermitente
- moribundo
- drogado
- sensual
- escatológico
Escreva ou na terceira ou na primeira pessoa, mas sempre conservando o foco narrativo no companheiro do dorminhoco. O dorminhoco, porém, deverá estar no centro do relato, o tempo todo.
Fundamental descrever o sujeito que dorme e como dorme. Fundamental também descrever tudo o que acontece ao redor do sujeito que dorme. Fundamental também precisar qual a relação que o observador tem com o dorminhoco, e vice-versa.
Em, vá lá, até uns 8 mil toques?









