Eu não existo

O sujeito acima com cara de escritor russo, francês, gaúcho ou novaiorquino não existe. O rosto foi tirado do site This Person Does Noe Exist. O texto a seguir é um excerto da reportagem de Bernardo Esteves na piauí de abril.

PROPOSTA

Bem, é isso o que você vai fazer: vai criar uma pessoa que não existe interagindo com uma pessoa que existe.

Como no conto da vida real, um personagem que não existe vai entrar na vida de uma pessoa que existe. Ambos vão interagir, vão se envolver. Vão ter alguma relação mais concreta. Amizade, paixão, curiosidade, amor, troca de ideias, de nudes.

Não precisa ser uma aventura internética, porém. Pode ser simplesmente um encontro entre duas identidades, uma real, outra inventada – sendo que a real não sabe que a inventada é inventada.

Você pode só narrar uma parte da história, se quiser, não precisa contar todo o enredo.

Você tem algumas opções.

  1. O conto pode ser narrado pela pessoa que existe e se envolveu com a pessoa que não existe. Como se conheceram? Como se desenrolou? Teve um desfecho? Prefere deixar um final aberto?
  2. O conto pode ser narrado pela pessoa que não existe. O que ela quer? Aplicar um golpe? Praticar um crime? Fazer um trote? Ou simplesmente ocultar sua aparência? A relação muda ao longo da história?

Você vai ter que praticar a arte da descrição, mas o faça de um modo criativo.

E, claro, capriche nos diálogos, porque seus personagens vão ter de falar bastante.

Narre na primeira, na segunda ou na terceira pessoas, você é quem escolhe.

Em uns 8 mil toques.

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