
Vladimir Nabokov é um dos maiores escritores do século 20. Esqueça Lolita, um dos livros menos lidos e menos compreendidos da história da literatura. À parte esta obra-prima, Nabokov produziu outras, como os romances Ada ou Ardor, O Olho e Original de Laura e dezenas de romances, contos e ensaios. Tudo o que ele escreveu é prosa de alto nível, motivada pelo mais puro prazer do texto, em registros, perspectivas e temas muito variados – sem descuidar da ironia, da inventividade e do sutil trabalho de nuances, contrastes e semitons. Sem falar de que faz parte de um seleto clube literário: dos autores que são craques em mais de uma língua. Como Conrad, que partiu do polonês para o inglês, Beckett, do inglês ao francês, e Gombrowicz, do polonês ao espanhol, Nabokov escrevia o fino tanto em russo quanto em inglês.







PROPOSTA
É isso o que você vai fazer: vai contar uma história sobre um personagem que sente medo.
Medo de que, medo de quem? Quando ele sente medo? Quando ele começou a sentir medo? O que acontece quando ele sente medo? Outras pessoas sabem que ele sente medo? Seu medo é real ou irreal? Seu medo tem algum pé na realidade objetiva? Seu medo foi plantado por um trauma? Ou seu medo foi implantado como uma memória falsa? Ele trata seu medo? Seu medo piora conforme ele vai envelhecendo? Sua vida é transtornada por este medo? Ele se torna agressivo por conta do medo que desenvolveu? Seu medo se transforma em paranoia? Seu medo eventualmente pode ser curado?
Use cenas. Use diálogos. Mostre seu personagem. Mostre o ambiente em que ele vive. Mostre os personagens com quem ele interage.
No primeiro parágrafo, seu personagem está…
- correndo
- comendo
- dormindo
- conversando
- dirigindo
- trabalhando
- passeando
- comprando
- cuidando
- transando
…quando acontece ALGO.
E o que acontece depois?
Você pode contar na perspectiva da personagem que sente medo (na primeira pessoa) ou na perspectiva de personagens próximos ao personagem que sente medo (terceira pessoa).
Em uns 8 mil toques.
