
Julio Cortázar está aqui porque hoje é dia 19 de dezembro, ele é argentino, morava em Paris e adorava futebol. Pra que saber mais?














PROPOSTA
Bem, é isso mesmo o que você vai fazer:
vai escrever uma carta para alguém motivado por um acontecimento que fugiu ao controle.
Você vai escrever para alguém que está bem distante.
Vai relatar o que aconteceu durante alguns dias.
Portanto, vai contar uma situação que foi escalando.
A situação começou inusitada, porém aparentemente tranquila, até que ficou bem complicadinha.
Se você quiser, você pode fazer como o Corttázar: está escrevendo para alguém que deixou algo para que você tomasse conta (no caso, o narrador está cuidando do apartamento que a senhorita lhe deixou antes de ir a Paris).
Não precisa ser um apartamento – pode ser um pet, uma planta, um trabalho, uma pessoa, ou qualquer outra coisa.
Você vai escrever a partir do momento em que a coisa já ficou bem complicada.
Este, aliás, é o motivo da carta.
Mas, não se esqueça, vai ter de contar o que aconteceu até que essa coisa se complicasse tanto.
Por isso, talvez seja legal usar a engenharia reversa: começar do fim e depois voltar até o começo.
Ou seja: comece já sabendo como seu conto vai terminar.
Pense em uma imagem para o final de sua história.
Depois, é só voltar umas casinhas para contar o que aconteceu… até acontecer aquilo.
Se você quiser, pode, em vez de carta, pensar em algum outro formato (por exemplo, o narrador envia áudios para a pessoa que está distante).
O destinatário, porém, nunca responde.
Escreva em no máximo 9 mil toques, obviamente na primeira pessoa / segunda pessoa.
