










PROPOSTA
Um dos grandes problemas da literatura contemporânea é a questão da consciência da realidade objetiva (ou da consciência objetiva da realidade?). Quem está narrando um evento? No instante em que o evento está se dando, ele pode ser narrado, e, se sim, a narração influencia no evento ou na consciência que o narrador tem do evento? Do instante em que o evento se deu até o momento em que o evento será contado, poderá ser transformado pela consciência, e, portanto, pela linguagem? Quando o evento está sendo formado em literatura, pensado em um leitor, ele está sendo transformado, mas como? Em que instante se dá uma intersecção entre o que de fato aconteceu e o que de fato está acontecendo na cabeça do narrador e o que de fato está acontecendo na cabeça do leitor? Como dar conta de uma experiência limite quando a consciência está atravessada por estímulos, substâncias alteradoras, acontecimentos intensos e fugazes?
Eis alguns dos problemas com os quais se detém Denis Johnson nos contos d’ O Filho de Jesus. Está bem expresso neste trecho do conto:
“Ele não ia respirar por muito mais tempo. Eu sabia disso, mas ele não, e por isso olhei e examinei a grande lástima que era a vida de uma pessoa neste mundo. Não me refiro ao fato de que todos acabamos morrendo, não é essa a lástima. Eu me refiro ao fato de que ele não podia me contar o que estava sonhando, e eu não podia dizer a ele o que era a realidade”.
Com este mote, você vai contar um conto que se passa em…
- Uma festa
- Um casamento
- Um parto
- Um acidente doméstico
- Uma briga
- Uma cerimônia religiosa
- Uma noite de amor
Seu personagem está atravessado por uma ou mais dessas coisas:
- Sono
- Sonho
- Insônia
- Uma substância específica
- Um hormônio específico
- Uma vontade específica
- Transe
Narre no presente, na primeira pessoa, como se a coisa estivesse se passando em tempo real, e como se o narrador conhecesse o interlocutor para quem está contando, em até uns 6 mil toques.
