Cascas da memória

Georges Didi-Huberman é um filósofo e historiador franco-polonês que gosta de fazer livrinhos diminutos e potentes. É o caso de Cascas (34), relato de uma visita ao campo de Auschwitz, onde seus avós foram exterminados. D-H parte de migalhas, pistas, vestígios, pegadas – fragmentos soltos – para contar uma História feita de pequenas histórias, em que o universal e o autoficcional sempre se relacionam.

PROPOSTA

É isso o que você vai fazer: vai fazer um percurso por algum lugar específico, investigá-lo, relacioná-lo à sua história e à História.

  1. Vá para um lugar significativo para você. Leve câmera, papel e caneta. Fique atento aos pequenos sinais. Busque coisas pequenas, fragmentárias, coisas a que ninguém está dando muita atenção. Anote o que achar interessante, o que achar relevante, o que se lembrar.
  2. Depois, em sua casa, separe 3 ou 4 imagens e as relacione, contando uma história. Faça analogias entre os fiapos de objetos que você flagrou com sua câmara e lembranças, anedotas, citações. Tudo tem que ficar muito amarradinho ao final.

Você vai contar na primeira pessoa. Em até uns 7 mil toques.

Deixe um comentário