Tocando o foda-se

Leonora Carrington foi uma escritora, dramaturga e artista visual surrealista. Nasceu na Irlanda, zanzou por um punhado de países, namorou Max Ernst, quando ele fo preso pelos nazistas ela foi internada em um hospício (escreve sobre essa experiência no impressionante Lá Embaixo, da 100Cabeças), de lá escapuliu para a Cidade do México, que abrigava outro surrealista notório, Luis Buñuel, e outro anarquista, Alejandro Jodorowski, de quem se aproximou; pioneira do movimento feminista, morreu em 2011, aos 96 anos. A Corneta (Alfaguara) é sua primeira obra publicada no Brasil. Conta a história de uma velh

PROPOSTA

Leonora Carrington é a ídola de Olga Tokarczuk portanto vamos partir de uma proposta levemente parecida com aquela inspirada na polaca.

Você vai contar o que acontece com sua personagem depois que ela ganha um objeto mágico de presente.

Sua personagem, assim como a velhota de Madame Carrington e das figuras de Tokarczuk, é uma personagem excêntrica. Por quê? Bem, Marian Leatherby é uma senhora quase centenária que se recusa a morrer, tem uma curiosidade inesgotável e uma coragem sem limites.

Assim também será sua personagem. Só não pode ser surdo. Mas pode ser velho, cadeirante, cego, destituído de olfato, paladar ou tato. Pode ter alguma anomalia cerebral, alguma particularidade física que o torna diferente das pessoas de seu meio.

O presente que ele ganha precisa ser relacionado com sua peculiaridade física ou psíquica. Digamos que é o objeto que vai libertá-lo e que vai fazê-lo tocar o foda-se.

Ele pode ser obrigado a atravessar um desses conflitos:

  • Conhecer uma figura enigmática
  • Perder uma pessoa
  • Perder um objeto precioso
  • Ser confundido com outra pessoa
  • Se perder
  • Ficar doente
  • Ser internado em um hospital ou hospício ou hotel
  • Ser perseguido por outra pessoa
  • Ter um colapso nervoso
  • Se apaixonar por algo ou alguém
  • Ter uma experiência sexual extrema
  • Ter uma experiência transcendental

Não tenha medo de fazer seu personagem atravessar os limites da decência, da imaginação, do bizarro ou do inesperado. Afinal, seu personagem não se impressiona com nada.

Conte tudo na primeira pessoa.

Em até uns 9 mil toques.

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