



















PROPOSTA
Bem, é isso o que você vai fazer – transar com robôs.
Não exatamente isso. Mas reflita. Faz tempo que naturalizamos o sexo com o corpo expandido. De reproduções de áudio e vídeo até realidades virtuais; gadgets como vibradores ou consolos ou bonecas infláveis; sextoys em tamanho real, usando androides. Beijo na boca é coisa do passado, a onda agora é transar robotizado.
Mas androides são a única possibilidade de fazer sexo com seres não-humanos? O emulador de desejo e de realização do desejo precisa ser sempre antrpomorfizado?
Passo seguinte: e quando o bicho pifa?
Em seu conto, você irá imaginar que seu protagonista tem uma relação estável com uma determinada tecnologia que lhe traz sensações de euforia sexual, amor carnal e conexão afetiva.
Não necessariamente precisa ser um robô androide, em forma humana. Seja criativo. O troço precisa oferecer euforia sexual, amor carnal e conexão afetiva. Tem gente que tem isso com um pet, com um ursinho, com uma cenoura, com uma melancia. Existem milhões de possibilidades. Seja criativo com essa forma não-humana de interagir com humanos.
Bom, e daí? Seu protagonista e esta coisa vivem uma relação estável até que…
- ela pifa;
- ela buga e fica esquisito;
- ela troca o protagonista por outra coisa;
- ela passa a oferecer muito perigo;
- ela muda de aparência, consistência, ou de maneira de ser.
Não esqueça da lei que norteia esse minicurso, o motor por trás de cada narrativa: a lei do desejo. Que tipo de desejo seu protagonista tem pelos objetos sexuais que ele usa, o que procura, do que sente falta, o que sente medo de perder?
Escreva na primeira pessoa, em até 9 mil toques.
