Assimetria

A novaiorquina Raven Leilani, 34, mestra em letras, publicou em revistas como New Yorker e McSweeney’s até publicar seu primeiro romance, Luxúria – que chegou incensado por nomes como Zadie Smith e Carmen Maria Machado por sua escrita elétrica, cômica, atenta às discrepâncias sociais e nuances psicológicas, lembrando muito a ironia autoconsciente e às vezes condescendente de Mary Gaitskill – , sobre a história de amor entre uma editora negra de livros infantis e um homem branco 30 anos mais velho, além da mulher dele e da filha adolescente dos dois.

PROPOSTA

Assimetria pode ser um afrodisíaco e também um antiafrodisíaco. Então é isso o que você vai fazer: vai imaginar o primeiro encontro entre duas pessoas de universos diferentes.

O que têm de diferente?

A cor, a classe, a sexualidade, a geografia, a nacionalidade, as profissões, as idades, a religião, a etnia, gostos culturais, problemas familiares, questões ideológicas, dessemelhanças de visão de mundo?

Seus personagens vão se sentir atraídos um pelo outro justamente por conta dessas diferenças.

Em determinado momento do encontro, também podem se sentir perturbados por essas diferenças.

Você pode narrar da primeira pessoa, da segunda pessoa, da terceira pessoa – você decide.

Trata-se de mostrar o que acontece neste primeiro encontro, em que um dos dois está com muita vontade de fazer sexo, mas o outro, não.

Ou seja, eles vão se encontrar, vão se desejar, mas não vão transar. Ou, pelo menos, até você parar o seu conto.

Em até 9 mil toques.

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