
Cecília Pavón é uma poeta, prosadora e professora de escrita criativa argentina. Escrevi sobre ela e sobre o livro abaixo em minha newsletter, que saiu esta semana.













PROPOSTA
É isso o que você vai fazer: um inventário de uma série de objetos que você teve.
Sim, autoficção em série.
Para ficar mais divertido, tente fuçar na memória por uma série do mesmo objeto.
Canetas. Calcinhas. Joias, bijus. Robes. Sapatos. Brinquedos. Camisetas. Óculos. TVs (ou algum equivalente eletrônico). Eletrodomésticos. Computadores. Celulares. Cacarecos. Badulaques. Ou até bolsas. A mesma coisa, o mesmo tipo de objeto.
Agora tente relacionar o objeto a alguma memória específica, tanto sua quanto mais universal, histórica, compartilhada com outras pessoas. É o velho e bom exercício de sair do particular para o geral, e vice-versa.
A Você pode escrever encadeadamente, como fez a Cecília.
B Ou pode trabalhar com séries mesmo, 1, 2, 3, 4 etc.
1 Você pode, como a Cecília, assumindo que seu texto é uma autoficção e que você está falando de eventos de sua vida, e dos seus próprios objetos.
2 Ou você pode, se quiser, dar vida própria aos objetos e fazê-los falar por eles, por seus donos e pelo universo ao redor.
3. Ou você pode relacionar tal série de objetos (do mesmo objeto) a algum personagem em particular que você estiver escrevendo em alguma prosa longa.
Lembre: série é de no mínimo três. Escreva na primeira pessoa, em até uns 9 mil toques.
