Raiva erótica

Lígia Gonçalves Diniz é nossa Susan Sontag hétero. É a maior crítica literária da minha geração, capaz de unir, sob o manto do ensaio autoficcional e com escrita fortemente influenciada pelo jornalismo, diferentes correntes da crítica literária: a produção de presença, a crítica biográfica, a teoria psicanalítica, as teorias feministas e o marxismo sociológico. Escrevi sobre seu mais recente livro aqui.

PROPOSTA

Bem, é isso o que vocês vão fazer: vocês vão ter de lidar com a raiva, a ira, a cólera.

Isso mesmo: escreva com a força do ódio.

1. Seu protagonista foi vítima de uma brutal ofensa. Quem o ofendeu, de que modo, na frente de quem, como, quando, onde?

2. A raiva não é devolvida na hora e se transforma em ressentimento, rancor. Estes alimentam uma necessidade de o protagonista se vingar. O ressentimento, porém, torna a vida de seu protagonista mais selvagem. Ele passa a viver em razão da raiva que tem pela ofensa que recebeu. A raiva torna-se uma causa. Não para de pensar em como vai poder se vingar. Come ódio nas cinco refeições do dia;

3. E então vem a oportunidade da desforra. Seu protagonista pode declarar guerra a quem o ofendeu. O que ele faz?

4. Você tem 3 opções:

Perdoa o ofensor;

Percebe que levar uma guerra às últimas consequências pode ser fatal ou até desnecessário;

Vinga-se em grande estilo, com toda a cólera que consegue.

Escreva em qualquer pessoa, em até 9 mil toques.

Deixe um comentário