Oráculo do desejo

Marilena Chauí, 85, é talvez a maior filósofa brasileira. Este ensaio foi publicado na famosa antologia O Desejo, de 1990 (Cia das Letras), um concorrido ciclo de palestras da Funarte que virou um livrão com ensaios de gente como Maria Rita Kehl, Jorge Coli, Olgária Mattos, Bento Prado Jr,, Renato Mezan, Alcir Pécora etc. Dá pra baixar tudo aqui na Anna’s Archive.

PROPOSTA

Uma vez que em sua origem etimológica o desejo está escrito nas estrelas, este vai ser o mote do seu próximo conto: o oráculo do desejo.

Seu personagem vai a um oráculo com o coração em chamas:

  1. Ama alguém, mas não sabe se é retribuído;
  2. Está dividido entre dois ou três amores diferentes;
  3. Acredita que seu objeto do desejo o está traindo.

O oráculo é:

  1. Macumbeiro;
  2. Tarólogo;
  3. Astrólogo;
  4. Quiromante;
  5. Usa algum outro oráculo (borra de café, I-Ching, vidência, ou algum método maluco que vc inventar);
  6. Ou pode ser algum tipo de conselheiro amoroso…
  7. Ou, ainda… um psicanalista intrometido!

Seu personagem:

  1. Acredita no oráculo e segue suas instruções;
  2. Não acredita no oráculo e segue a sua intuição.

O desfecho é:

  1. Cômico;
  2. Romântico;
  3. Trágico (mas não copie “A cartomante”, de Machado de Assis)

Você pode já começar direto na cena da consulta oracular. Vai tanto descrever o oráculo quanto o protagonista do conto, bem como o ambiente. Além, claro, de descrever o ou os objetos do desejo do seu protagonista.

Você pode narrar na primeira, segunda ou terceira pessoas.

Em até uns 9 mil toques.

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