
Maria Stepánova, 52, moscovita, é uma das escritoras mais importantes da Rússia. Poeta e jornalista, edita a revista Colta. Em Memória da Memória (Poente), seu primeiro livro publicado no Brasil. foi finalista do Booker Prize. Narra a busca por refazer a trajetória de seus antepassados perdidos na diáspora judaica pelo Império Russo através de cartas, descrições de fotografias, relatórios, diários e ensaios, em um texto que parece duvidar o tempo todo da capacidade humana de produzir verdades.















PROPOSTA
O mote aqui é: começar seu texto através da descrição de uma pessoa nua.
Isso mesmo, um nude.
De quem? Alguém que o narrador conhece? Alguém que desconhece? Vivo? Morto?
Como surgiu o nude? Através de uma imagem concreta, revelada, em papel?
Ou veio digital? Se sim, apareceu através de uma mensagem? Quem enviou? O nude veio solicitado ou não solicitado? Apareceu no email, no Whatsapp, no direct do Instagram?
O que o nude está fazendo? Está posando? Está em flagrante? Em lugar privado ou público? Dá pra ver o corpo inteiro ou só uma parte? Qual?
O nude será um autorretrato, ou será que alguém fotografou a pessoa nua? Dá pra perceber isso, só vendo a foto? Se alguém fotografou, quem terá sido?
O que acontece quando o narrador encontra o nude? Fica chocado? Com tesão? Envergonhado? Espantado? Curioso? Confuso?
Quais são as consequências de receber ou encontrar este nude?
O narrador se coloca em ação: decide descobrir de quem é o nude. Ao descobrir, entra em contato com a dona ou o dono do nude.
O que faz? Conversa, reclama, elogia, ofende, irrita-se – ou devolve com outro nude?
Onde essa nudez vai parar?
Obviamente descreva com o máximo de detalhes concretos não só o nude mas também o momento da descoberta do nude, além de todas as consequências de tal flagrante.
Escreva na primeira, na segunda ou na terceira pessoas, em até 9 mil toques.
