
É sempre bom ler e reler Lygia Fagundes Telles, a padroeira desta antologia.







PROPOSTA
É isso mesmo o que o protagonista do seu conto vai encontrar: um pedaço humano.
Note que a metonímia, a parte pelo todo, em Lygia se confunde com a metáfora, o símbolo. Porque o dedo encontrado de algum modo tece uma analogia com a solidão feminina – tanto da mulher dona do dedo quanto da narradora. A parte fala pelo todo, mas a parte também por si só significa algo além do que o todo.
Quem é o personagem que encontra a coisinha?
O que seu personagem vai encontrar? Que parte do corpo humano?
Onde ele está quando encontra o membro, ou o órgão, ou o resto? Fazendo o quê?
Ele recolhe a coisa? Investiga-a? Tece conjeturas, imagina de onde saiu, como terá ido parar ali?
O achado também pode ser um disparador de memórias, de reflexões, de um fluxo de consciência.
Por fim: o fragmento humano se juntará ao resto do corpo?
Escreva em qualquer pessoa, em até 9 mil toques.
