Os limites do paraíso

Eve Babitz está para Los Angeles como Dorothy Parker para Nova York. Se você é afilhada enteada do Igor Stravisnky, namorou Jim Morrison e jogou xadrez pelada com Marcel Duchamp, o mínimo que se espera é que tenha uma vida e um texto tão interessantes quanto os de Babitz. Pela primeira vez publicada no Brasil (tradução de Cecilia Madonna Young – sim, filha de Fernanda Young), Dias Lentos, Encontros Fugazes (Amarcord) traz uma coleção de estórias ensolaradas pelo hedonismo californiano. Nem todas terminam bem, como sugere o conto “Emerald Bay”, abaixo. Pois é – os ricos também sofrem, e até o paraíso tem seus limites.

PROPOSTA

Como você viu, o conto começa como uma idílica viagem a dois, em que Eve e Shawn vão passar uns dias em uma das ilhas mais exclusivas da costa oeste dos EUA… mas aos poucos algumas sombras aparecem, até que se dá o surpreendente desfecho final.

Então a premissa é esta: os limites do paraíso.

Quando, como e por que tudo que ia tão bem começou a ir tão mal?

Você vai narrar uma história que se passa em uma viagem, portanto é um texto em trânsito.

Mas seu protagonista não está sozinho. Ele tem uma companhia. Vamos usar como mote para esses dois essa frase de Babitz:

“Shawn está sempre tentando amenizar as coisas e eu estou sempre tentando gerar o caos.”

Tudo será um mar de rosas a princípio neste paraíso.

Mas lá pelo meio de sua história uma sombra revelará que as coisas não são bem assim.

Use contrastes drásticos para descrever o inferno dentro do paraíso, use diálogos, use bom humor e, se quiser, use tragédia.

Narre na primeira pessoa, em uns 10 mil toques.

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