O inventário anual dos nossos júbilos

Roberto Efrem Filho

Noite de Natal de 1987, apartamento de Aparício no Edifício Módulo.

  • Ô Ciço, esse peru não termina, não, amorzinho?
  • Elisabete, você tá cansada de saber que Aparício Siqueira é preciosíssimo com seu peru de Natal. Eu temperei e recheei. Meti bacon, linguiça, pera seca e uva passa nos fundilhos do bichinho. Daí eu pus pra assar e dourar. No meio disso, vou regando a carne com a gordura que escorre do cozimento. Receita de mamãe. Ajuda a não secar. Ninguém gosta de peru esturricado, minha filha.
  • Ah meu cu de pantalona, Aparício… Desse jeito a gente vai comer o peru de Natal no ano novo! Bora, Ciço, tenha piedade de nós, vá. Tá todo mundo com fome e já é quase hora do inventário, tu sabe.
  • Vossa Alteza, prometo que essa já é a quinta e última rega. Depois, é só decorar com os pêssegos em calda e voilà, o peru será servido para o seu deleite.
  • Tia, é pra botar que disco de Roberto Carlos?
  • O de 77, amorzinho. Aquele da capa vermelha com Roberto no microfone, sabe qual é? Sim, sim, esse aí mesmo. Obrigada, meu amor.
  • Arlindinho, faça um favor pro seu tio, faça. Ponha a farofa e o arroz nas travessinhas e leve à mesa.
  • Tio Ciço, é farofa de banana?
  • Farofa de banana fritinha na manteiga Aviação, do jeitinho que sua Tia Elisabete adora, não é, Vossa Alteza?
  • Quer comprar minha pressa com farofa de banana, né, seu safado? Ciço, viado, tu esquece que eu nunca fui puta barata.
  • Barata jamais, Bete. Barata ja-mais!
  • Tia, é o lado A ou o lado B do disco?
  • Outra Vez tá em qual lado, Inacinho? No B, né? Pronto, bote o lado B, meu amor.
  • Nossa rainha Elisabete hoje veio comovida à refeição natalina junto a seus diletos súditos, não veio?
  • Ai, Ciço, eu sou emocionada o ano todo. Tem segredo nenhum nisso. Foda é essa lua em peixes. Todo dezembro é isso, amorzinho. Eu fico num pé e noutro, o coração em petição de miséria.
  • Arlindinho, pegue o salpicão na geladeira e deixe junto da farofa, por obséquio.
  • Tá bom, tio. Já posso levar o champanhe também?
  • O Chandon e as taças.
  • O melhor da finesse de Aparício Siqueira. Começa no Chandon e termina na Sidra Cereser!
  • Arlindinho e eu pode beber champanhe, tia?
  • Podemos, Inacinho. Arlindinho e eu po-de-mos beber champanhe?
  • Tio Ciço dá aula até em casa, véi…
  • A flor do lácio, a língua portuguesa tem de ser protegida em toda oportunidade, Inácio.
  • Vocês podem tomar um golinho só de champanhe. Nenhum tem idade pra mais que isso.
  • Poxa, tia! Uma taça pelo menos, né não? É bom demais a borbulhinha do champanhe no céu da boca.
  • Pois eu comprei Guaraná pros dois. Tá no congelador. É só botar Guaraná na taça de champanhe que borbulha igual, viu?
  • Pronto, senhoras e senhores! Admirem a obra prima. Eis o famosíssimo, inigualável e inenarrável peru de Aparício Siqueira!
  • Até parece que teu peruzinho é grande assim, Ciço!
  • Elisabete, tenha modos. Olhe os meninos.
  • Tio Ciço ficou vermelho, tia!
  • Inácio, respeite seu tio. Pegue sua taça, pegue. Chegou o momento de render um brinde.
  • Um brinde a quê, Ciço?
  • Um brinde ao inventário anual dos júbilos de nossa amada Elisabete!
  • Viva, Tia Bete!
  • Tia Bete! Tia Bete! Tia Bete!
  • Saúde, meus amores! Saúde pra todos nós! Saúde, sucesso e fartura!
  • Inácio e Arlindo, vejam só. A gente olha nos olhos para brindar! Assim, oh.
  • Tio Ciço dá aula de gramática e de teatro!
  • É etiqueta, Arlindinho. Repare: e-ti-que-ta!
  • Inácio, amorzinho, diminua o Roberto, por favor. Isso, tá bom. Meus amores, antes de mais nada, eu quero dizer que tô muito feliz que todo mundo escreveu a cartinha do inventário…
  • Também, né, tia! Ou escrevia ou a senhora proibia a gente de ver Robocop no cinema São Luís.
  • Foi chantagem de tia Bete! Eu vi na televisão, o nome disso é exploração de criança e adolescente.
  • Arlindo e Inácio, Minha Nossa Senhora! Vocês tão demais. Desse jeito, os dois acabam duas mariconas dramáticas iguaizinhas a Aparício.
  • Epa! AÍ, não. Maricona, não, Elisabete! Já disse milhões de vezes nesta casa: eu sou gre-ga! Grega e trágica. Às vezes meio Ésquilo, às vezes meio Sófocles, às vezes até Eurípedes, minha filha.
  • É aula de e-ti-que-ta, gramática, teatro e história. Ele sozinho é um colégio inteiro, meu amigo. Pra Tio Aparício, tem parêa não, tá vendo?
  • Toma, Ciço! Quem manda gostar tanto de palestrar?
  • Não é palestra, Vossa Alteza. É e-ru-di-ção.
  • Mas bem, como eu ia dizendo, eu tô de verdade muito feliz porque todo mundo escreveu a cartinha. Vocês sabem, eu pedi isso porque quero que a gente aproveite o Natal pra refletir, né? Sobre o ano que passou, sobre quem a gente tem sido um pro outro. O inventário anual do júbilo funciona como uma listinha das melhores coisas que a gente viveu, só que a partir da visão de alguém que nos ama. Vamo fazer assim, eu começo e depois a pessoa que eu tirei no sorteio continua, pode ser?
  • Massa, Tia.
  • De acordo, Vossa Alteza.
  • Então, eu quero dizer que eu tirei Arlindinho no sorteio. Ai minha Nossa Senhora Aparecida, alguém encha minha taça, vá, que eu já tô emocionada de novo e vou acabar engasgando no choro. Pronto. Obrigada, amorzinho. Respirei. Lá vai o que eu escrevi. Arlindinho, este ano foi muito bonito pra você. Penso que foi o ano mais bonito desde que você saiu de Gameleira e veio morar comigo aqui no Recife. Você completou 12 anos de idade e está se tornando um rapazinho. Um rapazinho inteligente, curioso e questionador. Um menino que respeita o estudo e que lê tudo o que vê pela frente. De gibi do Incrível Hulk a livro de Jorge Amado. Mas é tanto que a gente precisa vigiar pra tu não invadir a biblioteca de Tio Aparício e acabar lendo o que não deve. Eu imagino que tu pense que a melhor coisa que te aconteceu esse ano foi ganhar o primeiro lugar do concurso de melhor redação do colégio. O prêmio é mesmo importante, Arlindinho. Deixa a gente cheio de orgulho de tu. E, claro, tu ficou feliz, todo ancho, pinto no lixo. Só que sua tia Bete quer falar de outro júbilo: o júbilo de te ver escrevendo, todo esforçado, noite atrás de noite envergado na Olivetti de Aparício. É muito raro, meu amor, a gente saber tão cedo o que quer da vida. Tu escreve como quem sabe o que quer. Como quem sabe o que é a vida. Tu tem 12 anos, Arlindo. Amanhã tu pode deixar tudo isso pra lá e resolver que prefere ser jogador de futebol, sei lá, tá tudo certo.
  • Presta não, tia! Arlindinho é perna de pau!
  • Pera, Inácio, deixa eu continuar. O negócio, Arlindo, é que eu tenho muita sorte de conseguir acompanhar tua história de perto, meu filho. Eu sei que eu sou sua tia. Mas a verdade é que você e Inacinho são os filhos que eu aprendi a ter. No dia em que tu ganhou o prêmio, quando eu descobri o tema da redação, eu não coube em mim de felicidade. Arlindinho, tu escreveu sobre a nossa família. Eu nunca vou esquecer daquela parte da redação quando tu diz que, na vida, tu nasceu duas vezes. Uma no engenho em Gameleira, da barriga da tua mãe, no meio do canavial, de baixo do ipê-amarelo. A outra vez no centro do Recife, na Conde da Boa Vista, do cuidado de Tia Bete e Tio Ciço. A felicidade é a tua escrita, meu filho. Tu lia a redação na quadra do colégio e, ali, diante daquele povo todo, eu mesma renasci. Parabéns pelo teu ano de 1987, meu amor.
  • Eu te amo, Tia Bete. Obrigado, viu?
  • Agora quem precisa de mais uma garrafa sou eu. Inácio, traga a Sidra, por favor.
  • Trago, tio. Natal aqui em casa é assim, né? Todo mundo bebe, todo mundo fica mole, todo mundo chora. E depois come peru gelado.
  • Arlindinho, quem tu tirou no sorteio?
  • Eu tirei Inácio!
  • Eita danado! Eu?
  • E tem outro Inácio aqui, tabacudo? Pois eu escrevi assim: Inacinho, eu pensei em tirar onda de tu e dizer que a melhor parte do teu 87 foi o fora que Mariana da quinta B te deu no recreio, quando tu falou que queria ser namorado dela, e ela disse que preferia namorar o papa-figo. Aí eu pensei que podia tirar onda também daquela vez que tu fingiu escrever uns versinhos pra Amanda da sexta C, ela achou lindo, tu pediu segredo, mas no outro dia ela chegou no colégio dizendo que a mãe mandou perguntar se teu nome era Vinícius de Moraes! De tudo ao meu amor serei atento, lembra? Mas eu decidi escrever de verdade que teu melhor dia pra mim foi quando tu meteu um murro na cara de Fernando, no instante em que ele disse que a gente só podia ser viado já que é criado por dois viados.
  • Caralho, Arlindo! Não é pra contar isso, não, porra!
  • Olhe o palavreado, Inácio. Continue, Arlindinho.
  • Naquele dia, o murro me deixou feliz, não vou negar. Foi bom ver a cara de Fernando inchada, aquele alma sebosa. Agora a felicidade maior que eu senti foi por conta do que tu disse. “Viado qualquer um pode ser, otário, até tu. Tio Ciço e Tia Beta são as pessoas que eu mais amo na vida”. Ali eu fiquei orgulhoso, Inacinho, porque Tio Ciço e Tia Beta são pra mim a mesma coisa, o melhor dessa vida. E se a gente sente isso pelos dois é porque a gente sente isso um pelo outro também, né verdade? Tu é meu irmão. E eu vou fazer campanha pra tu em toda eleição de presidente de turma até a gente terminar o colégio, abestalhado. Pode confiar.
  • Tu vota em mim até pra Constituinte?
  • Tu bota lá o direito à aula dia sim, dia não?
  • Já é!
  • Meu cu de pantalona, agora fodeu. Eu tô de verdade emocionada com um deputado constituinte que espanca o adversário e com um escritor premiado que acha pouco e comemora.
  • Inacinho, tua vez de ler a cartinha.
  • Tio Ciço, o senhor já sabe que eu tirei o senhor no sorteio, né?
  • Sim, meu filho. Eu presumi.
  • Tá, vou ler. Tio Aparício, pra ser sincero, eu demorei muito a decidir o que escrever da tua maior felicidade do ano. Teve aquele dia do lançamento na Livro 7. A gente botou até paletó, o senhor discursou e fez o povo se emocionar falando do Recife, lembra? Tia Bete chorou de um jeito que o rímel escorreu na cara e borrou o blush vermelho da bochecha, parecia palhaço velho em fim de festa. Teve também o dia no Teatro Apolo, o pessoal fez a peça que o senhor escreveu, não foi? Vou dizer, eu acho que não prestei atenção direito, não. Foi engraçado aquele moço pelado, no meio do palco, contando que a cidade corre no sangue dele, a cidade nua, mas ele se escondendo da cidade pra ficar nu, e foi aí que eu não entendi mais nada. No final, tinha uma fila de gente querendo abraçar o senhor. O fotógrafo do Diário trabalhou a noite toda. Eu e Arlindinho, a gente ficou orgulhoso demais, que ninguém na escola tem tio famoso assim. Mas a tua maior felicidade acho que foi numa noite que eu dormi aqui em cima porque tia Bete ia sair pra uma festa. De madrugada, eu acordei com sede, daí vim na cozinha beber água e chupar a latinha de leite moça sem ninguém ver. Levei um susto. Tio Ciço tava sentado no sofá agarrado no livro, os olhos cheios de lágrima. Eu perguntei se tinha acontecido alguma coisa, por que tava chorando. O senhor respondeu que não era pra eu me preocupar, que o nome daquilo era felicidade, a felicidade da arte. A felicidade genuína da arte. Depois, no dia seguinte, eu vi qual era o livro e até mostrei a Arlindo. Na capa, tinha escrito “A trégua”. Fui ver no dicionário e achei lá escrito que trégua é como se fosse suspender a guerra. A gente pensou que parar uma guerra deve mesmo ser motivo de muita alegria, né? De alegria genuína. No dicionário, diz que genuíno é verdadeiro. Eu disse a Arlindinho que isso de chorar no sofá de noite, agarrado num livro que fala de parar a guerra, deve ser a alegria verdadeira. Ele não entendeu, penso que eu também não, mas é bonito ver as coisas assim. Te amo, tio Ciço.
  • Quando você estiver maiorzinho, eu te dou esse livro de presente, Inácio. Também te amo, meu filho.
  • Eita. Quem será a uma hora dessas?
  • Eu atendo. Boa noite, Seu Antônio. Feliz Natal pro senhor também. Ah, mamãe chegou? Diga a ela pra subir, por favor.
  • Quem chegou, Ciço?
  • Mamãe, Bete.
  • Dona Ofélia vem pro Natal e tu não me diz nada, cacete? Olhe, é de cair o cu da bunda, Aparício Siqueira.
  • Eu falei a ela da ceia, Bete. Falei por educação, no telefone. Não imaginava que… Ela tinha dito que ia pra casa de XXXX, minha irmã.
  • Bem, agora Inês é morta, amorzinho. Vamo todo mundo sorrir pra Dona Ofélia. Inacinho, troca o disco. Mamãe prefere Maysa.
  • Meu mundo caiu?
  • Isso, amorzinho, perfeito. Meu mundo caiu. Mamãe é dramática tanto quanto o filho.
  • Gre-ga, tia Bete. Gre-ga.
  • No caso, ela é dinamarquesa, meu amor. Dinamarquesa e shakespeariana. Um dia seu tio explica o que isso significa, Inácio.
  • Um dia Aparício lhe explica o que há de pobre nesse reino da Dinamarca.
  • Arlindinho, abra a porta, por favor.

Ainda fechando o elevador, Ofélia cai nos olhos de Arlindo. 54 anos enxutos num tailleur em crepe de alfaiataria, uma senhora bem-vestida, bem-vivida e alimentada, Ofélia se perde no par de olhos daquele menino. Duvida, recua, claudica, fraqueja. E segue em direção ao apartamento do filho mais velho, segurando-se sobre as pontas do salto Luís XV. Sua mão esquerda vai ao rosto de Arlindo, que sorri acanhado, sem adivinhar o motivo da intimidade. Boa noite, menino. Boa noite, Dona Ofélia. Passa bem? Sim, e a senhora? Muito bem. Já cearam? Ainda não, Dona Ofélia. Tio Aparício tá terminando o inventário. Inventário? Ofélia pergunta e entra na sala.

  • Boa noite a todos. Desculpem o atraso. Resolvi de última hora sair de casa. Atrapalho?
  • Claro que não, Dona Ofélia. Seja bem-vinda. A gente tá terminando o nosso inventário anual de júbilos e já vai comer. Quer uma taça? Ciço, ainda tem Chandon pra Dona Ofélia?
  • Sua benção, mamãe.
  • Deus te abençoe, meu filho.
  • Arlindinho, busque na geladeira a garrafa de Chandon, por favor. Ah, e a taça na terceira porta do armário.
  • Eu não quero dar trabalho…
  • Trabalho nenhum, Dona Ofélia.
  • E o que é esse inventário, Elisabete? Muito obrigado, Arlindo. Você pode me servir?
  • Esse inventário é uma brincadeira, Dona Ofélia. É uma maneira de a gente recordar o que aconteceu no ano, sabe? Pra festejar a vida que foi vivida. Eu escrevi sobre o júbilo de Arlindinho, Arlindinho escreveu sobre o júbilo de Inacinho, que acabou de ler a cartinha que escreveu pra Ciço. Agora é a vez de Aparício tomar coragem e ler o que escreveu pra mim, né, amorzinho?
  • Vossa Alteza sabe que não me falta coragem. O que me sobra é precaução. Mas bem, eis a carta. Amada Bete, confesso que essa história de inventário me deixou contrariado. Veja, como eu posso enumerar as suas felicidades? Como posso descrever a sua felicidade se, nestes quatro últimos anos, foi na sua felicidade que eu conheci a minha? Você me deu esta vida, Elisabete. Você me deu a possibilidade de receber, em papel cartão, orientações de um tal inventário a respeito disto que eu sequer cogitei haver de existir, a minha família, a nossa família. Todos os dias você nos pare, Bete. Você parteja cada um dos nossos dias. Você é nossa rainha, nossa mãe, minha irmã e amiga, confidente e companheira. 1987 a0 seu lado é o nosso júbilo, Elisabete. E eu quero viver assim todos os anos que nós tivermos pela frente. Mas se você faz mesmo questão de inventariar a felicidade, minha flor, se para você de fato importa um exemplo qualquer, eu prefiro lembrar daquela noite de setembro em que, no salão do Chanteclair, você recusou a cantada da pão mais charmoso da festa porque, nas suas palavras, ninguém neste salão me conduz na dança melhor que Aparício Siqueira. Nós dois sabemos, era mentira. A mão esquerda erguida pode até ser a minha, a cintura de dama abraçada pode até ser a sua, ainda assim é você quem nos conduz.
  • Tia Bete vai encharcar o peru de tanto chorar, Tio Ciço!
  • Dona Ofélia enfiou a cara no lencinho faz é tempo.
  • Feliz natal, meus amores. Vamos jantar!
  • Ufa! Finamente. Tou morto de fome.
  • Alguém me passa a farofa de banana, por obséquio?
  • Deixa de tua frescura, Arlindo.
  • Ô, ô, ô, né frescura, não, meu amigo. É e-ti-que-ta.
  • Olha aí, Ciço, as coisas que tu ensina a esses meninos.
  • Dona Ofélia, Tio Aparício disse que a receita do peru é da senhora!
  • Conversa de Aparício, Arlindo. Eu nunca na vida assei um peru. Quer dizer…
  • Mamãe!
  • Dona Ofélia!

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