
Um dos livros mais inteligentes que li nos últimos anos é Monstros (Amarcord), de Claire Dederer, uma jornalista e ensaísta de 58 anos nascida em Seattle. Encafifada sobre a questão – deve ou não continuar fã de Roman Polanski, mesmo sabendo que ele estuprou uma adolescente depois de tê-la drogado? – , ela pesquisa um vasto oceano de homens geniais – Woody Allen, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, ou mesmo mulheres como Anne Sexton e JK Rowling -, que tiveram condutas condenáveis, e foram cancelados (ou não, como Michael Jackson, que continua tocando nas pistas). Ela não fecha questões, ela lança perguntas novas, ela não tem preguiça em investigar todas as facetas deste fenômeno que divide alguns seres em Dr. Jeckyll e Mr. Hyde. Isso me deu uma ideia de proposta…














PROPOSTA
Para escrever o seu conto, você tem 3 possibilidades:
- seu protagonista vai ser um fã;
2. seu protagonista vai ser um sujeito que tem um fã;
3. seu conto vai trabalhar as perspectivas de ambos personagens.
Mas calma, você não precisa pensar no Bebê Rena ou no Mark Chapman. Pode ser algo mais pedestre, mais comezinho, mais prosaico mesmo. Seu fã não precisa ser um psicopata. Pode ser só uma pessoa que segue outra.
O fã pode ser alguém que está muito perto. Um vizinho. Um colega de escritório, de escola, de clube, de igreja, de balada.
UMA PESSOA OBCECADA.
E o fanatizado, stalkeado, quem seria? Uma pessoa comum? Uma pessoa com algum dom, aparência ou habilidade extraordinária? Qual o borogodó da figura?
Seu conto vai começar a partir do momento em que o stalkeado decepcionou o stalker. Como ele se portou mal? Como o stalker reage?
Escreva na primeira pessoa, em até uns 12 mil caracteres.
