Te conheço?

Oliver Sacks, o motoqueiro galã acima, legou uma gigantesca obra como híbrido de neurologista e escritor, investigando os confins da consciência. Você o deve ter visto personificado por Robin Williams, ao lado de Robert De Niro no emocionante Tempo de Despertar – só que lá ele já tinha sua famosa barba.

Até que ponto somos os autores, os criadores de nossas sensações? Quanto elas são predeterminadas pelo cérebro ou pelos sentidos com que nascemos, e em que medida moldamos nosso cérebro pelo que vivenciamos?“. Em outras palavras, Sacks estava obcecado pela natureza da realidade objetiva – e o quanto ela existe a partir da consciência, e o quanto a consciência é criada pela percepção desta mesma realidade.

Em O Olhar da Mente (Cia das Letras) ele foca em histórias de pacientes cuja percepção visual moldava sua vida: uma pianista que não consegue mais identificar objetos, um escritor que perde a capacidade de compreender letras e frases, indivíduos que só veem imagens em duas dimensões e outros que não reconhecem rostos. Como o próprio Sacks, que além de sofrer de prosopagnosia – característica marcante no protagonista de Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera – , acaba por desenvolver um câncer no próprio olho.

PROPOSTA

Vamos partir do mesmo mote: reconhecimento facial.

Temos duas alternativas:

alguém não é reconhecido;

alguém não reconhece.

Digamos que o seu protagonista pode ser confundido por um personagem com um terceiro personagem, que tem certeza de que este terceiro personagem seja o protagonista.

Ou então o seu protagonista confunde alguém com determinado personagem, acreditando que este segundo personagem seja um terceiro personagem.

Ou seja, a sua história vai girar em torno de mal entendidos, confusões, duplos, espelhos, semelhanças, memórias, esquecimentos, surpresas, sustos.

Quem é o protagonista, o segundo e o terceiro personagem?

Como eles são?

Em que situação eles são confundidos?

Escreva em qualquer pessoa, em uns 13 mil caracteres.

Deixe um comentário