
Bruno Ribeiro (1989) nasceu em Pouso Alegre (MG) e é radicado em Campina Grande (PB). É escritor, tradutor e roteirista. Mestre em escrita criativa pela Universidad Nacional de Tres de Febrero, em Buenos Aires, é autor de Glitter (Moinhos, 2019), Como Usar um Pesadelo (Caos e Letras, 2020), Porco de Raça (Darkside, 2021), Era Apenas um Presente para o Meu Irmão (Todavia, 2023), o ainda inédito O Dono e o Mal (Alfaguara), entre outros. Recebeu os prêmios Brasil em Prosa, Machado DarkSide, Todavia de Não Ficção e foi indicado aos prêmios Jabuti e Kindle. Já foi traduzido para o inglês, o espanhol e o francês. O conto abaixo será publicado na Morel 18, edição de verão, que sai semana que vem.
Banheiro químico.
Faz uma hora que tô aqui dentro e pelo cheiro tá perto.
O suor não me deixa mentir também: tá realmente perto. Do lado de fora, eles gritam. Começou com quatro: as duas travestis, o zé-droguinha playboy e o vigia da rua. As únicas que realmente precisam estar aqui são as duas. A pessoa que usei de jantar era o cafetão delas. Entendo a situação das duas profissionais da noite. Aparentemente era um bom cafetão, seja lá o que isso quer dizer.
“Seu porra, desgraçado, diabo, tu vai pegar fogo!”, elas gritam.
O zé-droguinha só fica rindo e pelas falas deve tá gravando tudo e mandando para algum amigo. Vai acordar com rebordosa daqui umas horas e na cruel dúvida se tudo isso rolou ou não rolou. O vigia não fala nada, mas o seu silêncio me assusta.
Já passei por isso na vida. Gente querendo me enforcar, tacar fogo, me espancar, meter bala, esfaquear. E sobrevivi. Mas essas quatro pessoas foram espertas. Bem nesta cidade que esqueci o nome no interior da Paraíba, local que vinha passando só para comer e dar o fora para outros recintos, bem essas pessoas descobriram o que realmente poderia me matar. Como pode isso?, me pergunto enquanto começo a lamber meu suor. Possivelmente foi porque viram eu atracado no pescoço do tal cafetão como um morcego gigante, o abraçando e fazendo da sua nuca comida. A mordida começou limpa, como sempre tento. Mas ele se mexeu. Sempre se mexem. Quando a jugular pulou sob meus dentes, eu senti a carne rasgar como tecido molhado. O primeiro jato de sangue veio quente, tão quente que queimava a língua. Bateu no meu queixo, no meu nariz, e o cheiro foi ferro velho, cachaça barata, suor de noite longa, um toque de tristeza humana envelhecida demais. Enterrei os dentes mais fundo, abracei ele pelas costelas e puxei, puxei, puxei o sangue, sentindo cada batida do coração dele enfraquecendo, diminuindo, murchando dentro do meu abraço. Quando ele relaxou, quando a vida saiu inteira por aquele rombo na nuca. E então senti a última tremidinha.
“Vamo rezar! Ele tá se mexendo!”
Chutam o banheiro químico em que me prenderam. E voltam a amarrar. Mesmo preso, sei o que estão fazendo. Essa maldição abençoada que me toma faz com que nada seja transparente. Sei que eles estão trazendo tudo quanto é fio e corda da rua, como se quisessem empacotar um touro bravo. Um dos fios era de extensão velha, a capa plástica aberta em fendas, revelando o cobre nu, cintilando. Passaram por cima do teto do banheiro químico, puxaram pelas laterais, cruzaram na porta, até parecia que estavam embrulhando um presente. Depois vieram com um punhado de cabos de TV, ainda com a poeira de dentro das casas, e amarraram como se tivessem treinado nós na Marinha: voltas rápidas, puxões curtos, amarração atrás da dobradiça. As travestis acharam mais dois cabos grossos de carregador de som automotivo, fios vermelhos e pretos, e passaram cruzado pelo fundo do banheiro químico, fazendo um X como se quisessem selar o meu túmulo portátil.
“Puxa mais, viado, aperta bem que esse desgrama é forte.”
Quando o banheiro tombou de lado, começaram a rolar ele. E cada giro era mais fio que eles acrescentavam, como se estivessem brincando de ioiô gigante. Eu sentia tudo apertando, o plástico cedendo, e ao mesmo tempo as camadas de corda se acumulando.
O sol prestes a nascer. Eu sinto também: ele está lá, no horizonte de mim.
Bem essas quatro pessoas, como? Sim, lembrei: eu atracado no pescoço do cara. Mas outras pessoas já me viram nessa situação e só meteram bala ou chamaram a polícia. Não eles.
As travestis estavam fechando negócio com o zé-droguinha. Um boquete duplo por quarenta conto. E escutaram o barulho no beco. Chegaram lá e me viram mordendo o cara. Gritaram e o vigia escutou, chegou com o cassetete e me moeu na porrada. E eu não sou o típico vampiro galante e forte das histórias vitorianas. Sou magro, doente, fodido, careca por conta de alguma doença que destroçou com meus cabelos, manco e, ainda por cima, preto. Ou seja: fodeu. Mesmo assim, parti pra cima, arranhei o rosto do vigia (por isso o seu silêncio me assusta), as travestis me arrebentaram com as suas bolsas e sprays de pimenta. Daí o que me ferrou mesmo foi que uma delas meteu um canivete na minha costela.
Gritaram que eu era um vampiro. O vigia começou a falar que vampiros são reais, ele já havia matado dois. O zé-droguinha, que poderia me ajudar e falar que esse povo tava delirando, foi o que mais ressaltou que era verdade e ainda serviu para dar a ideia derradeira da minha tumba, “vamo botar ele naquele banheiro químico ali no beco e esperar o sol nascer”. O vigia concordou e falou que ia ser divertido me ver arder. E eles me bateram pra um caralho. Em tantos anos de vida, nunca apanhei tanto. Depois, me arrastaram e jogaram nesse banheiro químico. O derrubaram, rolaram, mijo e merda me tomaram da cabeça aos pés, fiquei quase desacordado e os escutei falando para amarrar o treco para que eu não fugisse.
“Me deixa ir”, sussurrava.
Eles dão bicudas e dizem que querem me ver queimar.
O zé-droguinha doido pra subir o vídeo na internet. O vigia contando várias lorotas sobre vampiros. Bem eles, como? Cambada de perdedores.
Nessas horas de morte se aproximando, pensamos na vida. Como cheguei aqui? Preguiça. Poderia falar dos tantos anos que vivi, do meu patrão das salinas de cem anos atrás que era vampiro e me transformou. Pois é, não sou novinho. Tenho 143 anos com carinha de 200. A única vantagem é que me tornei um leitor com o tempo. Até cometi uns poeminhas. A maior delícia dessa tortura que é viver foi aprender a gostar dos livros. E a cantar de cor todas as letras do Jorge Ben Jor.
Enfim, o patrão das salinas nunca sorriu. Nem quando me mordeu. Só segurou meu rosto com as mãos macias de quem mandava e não fazia. Disse que eu ia morrer sem futuro, igual meu pai morreu, igual meus irmãos morreriam. Que virar vampiro era “promoção”. Que era pra eu agradecer. A mordida dele não teve poesia nenhuma. Foi rápida, funda, fria. Ele bebia uma lua cheia inteira. Quando acordei, já não era eu. Era outra coisa. Era fome com pernas.
Passei anos achando que ele tinha me dado um presente. Saí das salinas igual foguete torto, com sede e curiosidade: experimentei de acendedor de lampião, datilógrafas, atrizes de radionovelas até pescadores bêbados, prostitutas caridosas e donos de bar que fechavam tarde demais. Depois descobri que podia acabar com cidades pequenas sem ninguém entender o que acontecia. Um corpo por noite. Às vezes dois. Nos piores anos, matei sem motivo. Mordi crianças, velhos, doentes, gente que só estava no caminho. Roubei sangue de quem já morria. Deixei corpos dentro de poços, nos telhados, jogados em rios. Bebi políticos e mendigos, nunca senti diferença. Me tornei adicto. Tomava sangue sem necessidade. Um glutão. Um homem que devorava pecados: noites de alegria seguidas de manhãs de ressacas morais. Teve também um pastor que tentou me exorcizar. Arranquei o dedo dele. Guardei por anos, não sei o porquê.
Essas coisas pesam. Essa destruição toda sugou meu corpo e juízo. Me tranquilizei. Até pra AA entrei. Hoje só janto em cidades pequenas e me recolho de dia nas latas de lixo. Aprendi a ser low profile. Porém estou pagando pelos crimes passados. Uma eternidade de merda nas costas. Um dia a conta chega. Aparentemente chegou hoje, neste banheiro químico embolorado, cercado de fios e burrice humana.
“Tá vindo!”, gritam.
O sol chega e chega… Vagaroso.
“Deixa esquentar mais”, diz o vigia, “pra não ter chance do diabo sobreviver”.
Dessa vez ele fala algo que faz sentido. Um sol morno ainda me daria chance de sair por aí até algum bueiro e me esconder nos esgotos. Mas esse sol torrando da Paraíba não. Me destruiria mais rápido.
Mais pessoas se aproximam. Os quatro contam que tem um vampiro ali dentro. Não acreditam.
“Vamo abrir o banheiro químico já já e vocês vão ver.”
No meio da confusão escutei um silêncio curto, daqueles que precedem uma ideia ruim. Depois, passos se aproximando do banheiro químico, passos decididos, impacientes. A pessoa respirou fundo. Ouvi o som metálico, tlec, tlec, tlec, da chave de fenda sendo girada na mão. O plástico do banheiro gemeu quando a ponta da chave encostou. Um rangido fino, de brinquedo velho sendo torturado. A pessoa começou a furar com força irregular, como se estivesse abrindo um coco duro: empurrava, recuava, errava o ângulo, deslizava de lado. A ponta entrou como uma pequena lança, abrindo um orifício minúsculo. Por esse buraco recém-nascido, um finíssimo feixe de luz se esgueirou. Primeiro tímido, depois arrogante. Uma lâmina de sol, estreita como agulha, cortou o ar fétido do banheiro e veio direto na minha bochecha.
O cheiro imediato foi o meu: queimado, carne assando em microfone aberto, fumacinha saindo chiando baixo. A dor não era grande, mas humilhante. Um aviso. Uma assinatura do sol dizendo: já já é a tua vez.
Do lado de fora, ouvi a reação:
“Olha a fumaça!”
A pessoa que furou riu nervosa, tipo quem acerta um alvo sem querer.
Uma das travestis diz: “Tá vendo? É vampiro!”
“Abre logo, tenho que pegar o busão pro trabalho”
“É, pô, eu pego de 8 no serviço.”
“Calma”, diz o vigia.
“Mais meia horinha”, fala o zé-droguinha.
Sei que vai lotar. Com minha audição apurada, escuto as travestis, o vigia e o zé começarem a sussurrar em cobrar ingresso para ver o espetáculo.
“Dez conto.”
“Cinco é melhor, vamo ganhar na quantidade.”
“Cinco é bom.”
“A gente pede pra eles fazerem uma fila.”
“Não pagou, expulsamos do beco.”
“Ei”, uma delas grita, “pra ver tem que pagar”.
Escuto vaias.
Dentro do banheiro químico o mundo foi virando espetáculo. Sacava cada passo, cada discussão, cada moeda imaginária tilintando. Como se o beco tivesse virado um picadeiro, e eu, a atração principal.
“Faz fila direito!”
As travestis mandavam o povo afastar, depois mandavam chegar perto, depois gritavam que quem não pagou não chega na frente.
O sol subia.
“Paga em dinheiro vivo ou pix”, o vigia se anima pra ganhar um por fora.
Não darei esse prazer para vocês. Nem esse dinheiro.
Mais pessoas chegando. O calor aumentando.
“Filhos da puta”, grito, “todos vocês”.
Algumas pessoas me escutam e se assustam com essa voz rasgada e cheia de mofo e tédio grosseiro que me persegue. Chuto a porta do banheiro e escuto os passos recuando.
“Que que cê tá fazendo?”, questionam.
Chuto mais. Os não sei quantos fios e afins tremem com a força. Sei que tô fraco, mas insisto. Um pedaço da porta começa a abrir. Vejo os fios descaspados, cordas puídas e linhas enrolados no banheiro químico como se abraçassem uma criatura gigante e azul. Busco o único vestígio de força. Aquele que sei que está comigo. E agora é ódio. A bicuda é forte e faz a porta sair voando pelos ares, atingindo as pessoas na fila. Elas correm, escuto os gritos, as travestis de olhos arregalados, o zé-droguinha se mijando. Conheço vocês.
O vigia com as minhas unhas na cara: intacto, persistente, talvez seja o único que me olha sair do banheiro químico. Talvez seja verdade que já matou vampiros. Ou só tá pagando de corajoso e está morrendo por dentro. Antes do sol fervido e quentíssimo dessa manhã me tostar, ainda olho umas pessoas tropeçando sobre si, outras com celulares na mão, assustadas e suadas como eu, mas curiosas.
Os organizadores nem tiveram como receber a grana mais.
“É um bicho mesmo!”
Elas me veem. Torto, exausto, pútrido, repleto de merda e mijo, como um recém-nascido parido cheio de destroços, me veem por completo enquanto os raios de sol me despedaçam: carne a carne, pedaço a pedaço, transformando-me em calor. Minha pele abre em bolhas, fumaça sai das minhas orelhas, meu peito vira grelha. Torno-me fogo, rápido demais para gritar, lento demais para ser piedoso. Nunca imaginei que morrer seria tão tranquilo, tão silencioso, tão parecido com dormir depois de beber sangue.
Antes do último grão de mim virar cinza, escuto a vida voltando a ser vida: passos apressados indo trabalhar, gente reclamando da hora, da fila, da manhã quente. E alguém, ao longe, esbravejando:
“Arrombados! Pagamos e o povo viu de graça!”
PROPOSTA
Bom, é isso mesmo o que você vai fazer: vai tropicalizar um monstro gringo.
Vampiro não vale, a não ser que seja algo muito diferente do vampiro aí de cima. Frankenstein, Chucky, Pennywise, Candyman… ou estes aqui:
- Baba Yaga: Bruxa eslava do folclore russo que vive em cabana com pernas de galinha e devora crianças desobedientes.
- Rusalka: Espírito aquático feminino do leste europeu, como na Rússia, que atrai homens para afogá-los em rios.
- Vodyanoy/Vodnik: Demônio das águas masculino em lendas eslavas, dono de rios que arrasta vítimas para o fundo.
- Krampus: Demônio alpino austríaco que pune crianças más no Natal com correntes e chifres.
- Dullahan: Cavaleiro irlandês sem cabeça que carrega sua própria cabeça e anuncia mortes.
- Homem-Lobisomem: Criatura que se transforma em lobo sob a lua cheia, comum no folclore germânico e francês.
- Wendigo: Espírito canibal algonquiano dos Grandes Lagos, associado à fome e invernos rigorosos.
- Cavaleiro Sem Cabeça: Fantasma de Sleepy Hollow, Nova York, que decapita vítimas com espada.
- Mulher-Coruja: Ser nativo-americano transformado em coruja vingativa que traz tristeza noturna.
- Nain Rouge: Anão vermelho de Michigan, presságio de má sorte e desastres.
- Goatman: Híbrido de homem e bode em lendas urbanas de Maryland, caçador de jovens.
- Loveland Frogmen: Humanoides sapos de Ohio, avistados em estradas chuvosas.
- Lizard Man of Scape Ore Swamp: Réptil bípede da Carolina do Sul que ataca carros.
- Bloody Mary: Fantasma invocado em espelhos, vingativa e sanguinária em lendas urbanas escolares.
Ou estas tiradas de filmes:
- Xenomorfo – Alien (1979, Ridley Scott)
Criatura parasita e biomecânica concebida por H. R. Giger para o filme: a combinação de ciclo de vida em várias fases (facehugger, chestburster, adulto) e design sexualizado/monstruoso é uma invenção cinematográfica que se tornou matriz de incontáveis derivados. - Tubarão – Jaws (Tubarão, 1975, Steven Spielberg)
O grande tubarão branco assassino, embora baseado num animal real, é construído como “monstro de cinema”: dimensão, comportamento e onipresença do perigo são pura ficção, cristalizando o arquétipo do predador marítimo invisível. - Godzilla – Godzilla (1954, Ishirō Honda)
Lagarto radioativo gigante criado para o cinema japonês como alegoria do trauma nuclear; sua origem, escala e iconografia surgem diretamente do filme, depois expandidos em franquia e cultura pop. - Bruxa/entidade – The Blair Witch Project (1999, Sánchez & Myrick)
A “Bruxa de Blair” enquanto criatura invisível definida por ruídos, vestígios e relatos documentais falsos é um constructo 100% cinematográfico, intimamente ligado à linguagem de found footage. - O Coisa (entidade mutante) – The Thing (1982, John Carpenter)
Parasita alienígena capaz de assimilar e imitar qualquer forma de vida; não tem forma “original” visível, existindo apenas como série de metamorfoses grotescas criadas para o filme. - Pale Man – O Labirinto do Fauno (2006, Guillermo del Toro)
Monstro andrógino, de pele flácida e olhos nas mãos, que devora crianças; sua iconografia e função simbólica (fascismo/canibalismo infantil) pertencem inteiramente ao cinema de Del Toro. - Predador – Predator (1987, John McTiernan)
Caçador extraterrestre com tecnologia avançada e código de honra bélico; a espécie, cultura e design (mandíbulas abertas, camuflagem ótica) foram inventados para o filme e só depois ganharam quadrinhos e games. - Pennywise (versão cinematográfica) – It (1990/2017)
Embora venha do romance de Stephen King, a forma do palhaço dançante como ícone visual do cinema de terror – maquiagem, performance corporal e uso do espaço – é uma criação marcante das adaptações, sobretudo da versão de 2017. - Freddy Krueger – A Hora do Pesadelo (1984, Wes Craven)
Assassino queimado que ataca vítimas nos sonhos; sua lógica de existência (invadir o onírico para matar no real) foi concebida diretamente para o cinema, misturando slasher e fantasia. - Bruxa/entidade de Hereditário – Paimon encarnado (2018, Ari Aster)
A combinação de culto familiar, possessão e transferência de identidade em Hereditário cria uma entidade cinematográfica muito própria, ainda que use o nome de um demônio grimorial; o horror vem do dispositivo fílmico (encenação, montagem, som) mais do que da tradição textual.
Ou pode ser algum outro monstro ou assombração que você pesquise.
O conceito, como no conto de Ribeiro, é colocar seu monstro em maus lençóis.
Algo acontece que tira o poder do monstro, ou ele acaba caindo em uma armadilha, ou se dá mal de um jeito que nunca havia pensado.
Narre exatamente a partir do momento em que o bicho se deu mal.
O tropicalismo vai vir sob tropos bem brasileiros, uma situação que só poderia acontecer aqui (por exemplo Frankenstein na fila do SUS).
A ideia é brincar com clichês, estereótipos e lugares-comuns, ironizando-os e mostrando seu lado mais ridículo.
Claro, com tudo isso, se você conseguir adicionar terror, suspense ou horror à sua história, melhor ainda.
Conte na primeira pessoa, no tamanho que conseguir (afinal estamos em dezembro e o bicho-papão do capitalismo chamado Papai Noel vem aí).
